quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

De livrilmes e filmivros

Mais um retalhinho: Texto escrito por alguém que amo profundamente de todo coração. Seu blog vale a pena ser seguido, confira: http://meumundodemim.blogspot.com


De livrilmes e filmivros
Adoro filmes, mas livros, eu simplesmente os amo. A verdade é que cada um deles tem a sua linguagem, ímpar, incomparável e inconfundível.
Livro é o exercício da criatividade, da imaginação (do autor e muito mais do leitor). Quando leio, viajo. E ja fui aos lugares mais insólitos que possa haver, como a Molvânia e o Phaic Tan (conhece? Vá lá, então!), em mundos fictícios e, por vezes, factuais (como é tênue a fronteira entre real e imaginação!). Certa vez fui ao inferno, acompanhado de Virgílio. Já fui até a mim mesmo, mas eu não estava em casa na época…
Quantos seres já conheci! Uma miríade, eu diria. São gentes, são bichos, são criaturas obstinadamente diversas, que moram em minhas estantes e vagueiam pelas minhas ideias. E quantos ofícios já aprendi! Já fui cavaleiro (pode acreditar: estive sentado ao lado de Arthur em sua famígera távola redonda), poeta, pirata, médico, cientista, astronauta, dançarina, cortesã, detetive, mocinho, bandido e por aí vai.
A leitura proporciona um tal grau de intimidade com o mundo daquelas palavras, que elas e ele passam a ser meus, em mim – segundo Sartre, “a leitura é criação dirigida. […] o objeto literário não tem outra substância a não ser a subjetividade do leitor” (SARTRE, O que é literatura?, 1989, p. 38).
O filme, ao contrário, não consegue suspender a distância entre o espectador e a tela, por maior que seja o ecrã. A história já está pronta, basta servir-se. Se o cinema é mágico, o é devido a recursos tecnológicos, como as dimensões da tela e a altura do som – já reparou que balançamos o corpo, numa tentativa de dança, quando uma música toca muito alto à nossa volta, ainda que não gostemos dessa música? É um efeito quase involuntário.
Mas o trunfo mesmo do filme – e do cinema, por extensão, – são os efeitos especiais. Esse conjunto de sensações visuais e auditivas dá ensejo aos desejos de uma equipe de criação (não aos meus) e possibilitam existência a lugares, seres e fatos que, até então, pulsavam latentes em mil cabeças criativas.
E quando me sento à frente de uma tela para assitir a um filme, quando disponibilizo parte de meu tempo e do meu mundo à concretização do projeto de um Peter Jackson, um Tarantino, um Kubrick ou um Pasolini, sentam-se comigo minha Erlebnis e a liberdade de aceitar tal projeto – e lhe dar continuidade – ou recusá-lo (Sarte outra vez). Na tela, projeta-se não somente a película. Há ali impressas expectativas em relação à produção que ora se confirmam, ora se refutam.
Essa experiência é mais fortemente sentida quando o projeto cinematográfico tem como base um livro ou a vida de uma personalidade. Cobra-se muito uma transposição fidedigna, o que nem sempre é possível, pois, como dito anteriormente, trabalham-se linguagens diferentes. Acrescentem-se a intenção da equipe de criação e a proposta com que é concebida a produção, além, claro, das ditas expectativas.
Por outro lado, quando leio, sou eu o ator, o diretor, a equipe de som, de edição, de efeitos especiais (e quem/o que mais for nercessário) de um filme que se passa em minha cabeça. Sou eu quem define a emoção dada a uma fala, a intensidade das cores do cenário, a firmeza dos traços do personnage. Entretanto nem sempre a minha criação coincide com a de Peter Jackson e cia. – ora a minha me parece melhor, ora a deles.
Recentemente tenho visitado e revisitado insistentemente a Terra Média. Tolkien tem-me sido um vício e uma ambição desde o primeiro momento em que fomos apresentados. A capacidade inventiva desse britânico nascido na África do Sul é-me peremptoriamente fascinante.
Mas devo confessar que alguns – e são poucos – episódios da saga do anel em O Senho dos Anéis ficaram muito mais bem representados cinematograficamente do que no livro ou mesmo em minha própria produção, como a investida dos Espectros do Anel à Comitiva de Anel no Topo dos Ventos. Agora, certamente eu também escalaria Ian McKellen e Kate Blanchet para os papéis de Gandalf e Galadriel, respectivamente (espero que também sejam eles a interpretar esses personagens no vindouro O Hobbit).
Acredito, portanto, que filme e livro não sejam substituíveis entre si, visto serem linguagens distintas e mobilizarem estratégias de apreensão próprias, mas possam, sim, ser complementares e promover profícuas intertextualidades.

 Victor Marioto
http://meumundodemim.blogspot.com/2011/01/de-livrilmes-e-filmivros.html

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Tá reclamando de quê?"

Recebi um desses e-mails que a gente não sabe quem é o autor, mas nos faz exclamar: "Que cara brilhante!" e consegue nos fazer refletir. Veja o texto aí abaixo e diga se você tem o direito de continuar reclamando ou também tem que iniciar a mudança.
BRASILEIRO RECLAMA DE QUÊ?
Tá Reclamando do Lula? Do Serra? Da Dilma? Do Arruda? Do Sarney? Do Collor? Do Renan? Do Palocci? Do Diluiu? Da Roseanne Sarney? Dos políticos distritais de Brasília? Do Jucá? Do Kassab? Dos mais 300 picaretas do Congresso?

O Brasileiro é assim:
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz “gato
” de luz, de água e de TV a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou R$10,00 pede nota fiscal de R$20,00.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva, das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.


31. - Dá Trocadinho pra crianças e mendigos no sinal, incentivando ao não trabalho e a vida fácil, e pensa que assim pode ficar com a consciência tranquila de que esta fazendo um ato de solidariedade e ajudando os mais necessitados.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!
Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (mais educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

A mudança deve começar dentro de nós, das nossas casas,
em nossos valores, em nossas atitudes!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Só tem mulher quem pode - Luiz Fernando Veríssimo

O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana.
Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

·              Habitat
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.

·              Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo' no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.

·              Flores
Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

·              Respeite a natureza
Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.

·              Não tolha a sua vaidade
É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.

·              Cérebro feminino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.

·              Não faça sombra sobre ela
Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.

Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher quem pode!






Luiz Fernando Veríssimo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O Santo Relutante

A minha vida toda eu estudei em uma escola de freiras franciscanas, assim muito cedo aprendi admirar o São Francisco em sua forma santificada.
Acabo de ler um livro maravilhoso sobre ele, “Francisco de Assis – O Santo Relutante”, onde a sua humanidade é destacada brilhantemente pelo biógrafo e teólogo americano Donald Spoto, com base em uma rigorosa e inédita pesquisa documental.
O livro mostra que Francisco foi um jovem entusiasmado, com todo o sentido da palavra, mesmo sem ele saber disso, saber que Deus já agia na vida dele desde sempre. Foi rico, aventureiro, “namorador”, rebelde, engajado, de pouco estudo, teve uma relação difícil com o pai, foi soldado e depois defensor dos pobres, amigo dos animais, pregador itinerante, restaurador de igrejas, justo e bondoso. Fica evidenciado que grande parte do que conhecemos da sua vida e resultado de lendas que de certo modo deixou escondido a maravilhosa humanidade desse santo.
São Francisco foi muito mais que só o padroeiro dos animais. Ele foi o compositor da primeira canção em italiano, influenciou as artes plásticas, a literatura e o cinema. Nunca foi um teórico da vida espiritual, o autor observa que “Ele jamais falava em Deus a não ser em termos de experiência, porque era testemunha de um Deus vivo e atuante. Falava somente daquilo que conhecia, ouvia e sentia (...), ele acreditava num Deus pessoal e amoroso"

Durante a leitura coisas interessantes são reveladas, algumas eu já conhecia outras foram completa novidade. Coisa como:
ü            Sua mãe o batizou com o nome de João Bernardone em homenagem a São João Batista, mas seu pai, que estava de viagem na ocasião, não aceitou que o filho tivesse o mesmo nome de um profeta bruto e grosseiro que vivia no mato e comia gafanhotos;
ü            A “oração de São Francisco” não foi escrita por ele e sim por um aristocrata católico frances;
ü            Francisco teve malária muito jovem, quando esteve preso após uma guerra, e a doença o acompanhou e maltratou por toda a vida.

O livro cita pouco a relação dele com os animais e como se tornou o Padroeiro, mas mostra que, muito antes de ser moda, Francisco era um ecologista. Também diz pouco sobre a saudação “Pax et Bene”, mas ainda assim vale cada linha. Garanto que a leitura te prenderá do começo ao fim

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Adeus! Quem sabe um dia a gente se reencontra numa das curvas da vida.


Sabe aquelas decisões importantes, que vc sabe que precisa tomar e vai protelando... protelando... até que não tem mais jeito? Chega uma hora que não dá mais para adiar. É preciso abandonar os sonhos juvenis, encarar a situação com maturidade e fazer o que tem que ser feito. Fazer a coisa certa!
Confesso que titubeei várias vezes... Decidi depois me acovardei... Decidi de novo, me acovardei outra vez. Achei que devia insistir mais vezes...
Mas agora é a hora. Ou perco a trilha da felicidade, da alegria, do viço.
Então: Adeus! Quem sabe um dia a gente se reencontra numa das curvas da vida